Nova reviravolta sobre festas com prostitutas e 'gás do riso' que abalaram o futebol italiano

As novas revelações apontam para uma figura de destaque da Série A italiana que atuava como organizador; rede de encontros privados ligados a prostitutas, hotéis de luxo e consumo de óxido nitroso está sendo investigada.

O jogador francês Theo Hernández, atualmente no Al Hilal SFC, foi apontado como suposto organizador de diversas festas privadas com prostitutas para figuras da Série A italiana, segundo novas revelações divulgadas na Itália sobre o escândalo que há semanas abala o futebol do país.

A acusação foi divulgada na segunda-feira (11) pelo ex-paparazzo italiano Fabrizio Corona, que publicou um vídeo exclusivo para assinantes no qual afirma que o lateral, que atuou no AC Milan até o ano passado, desempenhava um papel central na coordenação desses encontros privados, informou o site El Regate.

Segundo o relato divulgado por Fabrizio Corona e reproduzido por veículos europeus, Theo Hernández não apenas participava das festas, como também teria organizado a logística de vários desses eventos. O ex-paparazzo afirmou ainda que o jogador teria comprado uma van para facilitar os deslocamentos ligados aos encontros.

70 figuras mencionadas

Entre os jogadores que, segundo essas versões, teriam participado das festas estão Hakan Çalhanoğlu, Brahim Díaz, Samu Castillejo, Gianluigi Donnarumma, Sandro Tonali, Zlatan Ibrahimović e Rafael Leão. Até o momento, nenhum deles foi formalmente acusado pela Justiça italiana.

Um dos aspectos mais polêmicos do caso é o suposto consumo de óxido nitroso, conhecido popularmente como "gás do riso". De acordo com as acusações, alguns futebolistas inalavam a substância por meio de balões durante festas privadas realizadas após partidas.

O escândalo veio a público semanas atrás, quando meios de comunicação italianos revelaram uma investigação da Promotoria de Milão sobre uma suposta rede que organizava festas "tudo incluso" para jogadores de futebol e celebridades, com prostitutas e drogas recreativas em hotéis de luxo. Quatro organizadores foram colocados em prisão domiciliar.

Segundo a imprensa italiana, cerca de 70 jogadores teriam sido mencionados como supostos clientes desses encontros privados, embora nenhum deles conste como formalmente acusado no processo. As autoridades investigam possíveis crimes relacionados à prostituição, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.