Os Estados Unidos investigarão mais de 130 laboratórios biológicos no exterior financiados pelo país, incluindo aqueles localizados na Ucrânia, cuja existência foi categoricamente negada pelo governo do ex-presidente Joe Biden.
A diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, informou nesta segunda-feira (11) em um comunicado ao The New York Post que sua equipe vai "identificar onde estão esses laboratórios, quais patógenos eles contêm e que tipo de 'pesquisa' está sendo realizada para pôr fim à perigosa pesquisa de ganho de função que ameaça a saúde e o bem-estar do povo americano e do mundo".
A funcionária afirmou que "a pandemia da COVID-19 revelou o impacto global catastrófico que a pesquisa com patógenos perigosos em laboratórios biológicos pode ter". "No entanto, apesar desses perigos evidentes, os políticos, os chamados profissionais de saúde [...], e as entidades dentro da equipe de Segurança Nacional do governo Biden mentiram ao povo americano sobre a existência desses biolaboratórios financiados e apoiados pelos Estados Unidos, e ameaçaram aqueles que tentaram expor a verdade", acrescentou ela.
Em março de 2022, a então subsecretária de Estado dos EUA, Victoria Nuland, confirmou perante o Congresso que a Ucrânia possui instalações de pesquisa biológica, mas posteriormente, o governo Biden negou a existência de "laboratórios químicos ou biológicos de propriedade ou operados pelos Estados Unidos na Ucrânia", classificando as afirmações anteriores como propaganda chinesa e russa.
Segundo o NYP, durante o mandato de Donald Trump, funcionários do Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional dos EUA (ODNI) sustentaram que as negações precipitadas do governo Biden em março de 2022 respondiam, na verdade, a uma estratégia de "resiliência informativa". Assim, esclarece-se que tal estratégia buscava "moldar a narrativa pública" para "mitigar e neutralizar a influência estrangeira maligna", ao mesmo tempo em que minimizava os laços reais de Washington com os laboratórios ucranianos.
Citando fontes do ODNI, o veículo de comunicação destaca que mais de 40 dos biolaboratórios sob análise estão localizados na Ucrânia, onde poderiam "correr o risco de serem comprometidos" no contexto do conflito militar com a Rússia.
Por sua vez, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que o governo Trump está corrigindo os erros de seu antecessor. "O governo anterior financiou, com o dinheiro dos contribuintes americanos, pesquisas perigosas de aprimoramento de funções e biolaboratórios estrangeiros, e depois ocultou isso deliberadamente do povo americano", denunciou.
Além disso, Hegseth declarou que "a divulgação dessa descoberta mostra a escassa supervisão que esse trabalho teve". "A era das mentiras e da traição chegou ao fim", afirmou.