O telefonema entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na reunião em Washington na última quinta-feira (7), foi mediada pelo empresário Joesley Batista, informou o portal G1, citando fontes do governo brasileiro ouvidas pela GloboNews.
Segundo relatos obtidos pelo veículo, Joesley encontrava-se com Lula no Palácio da Alvorada, na véspera do feriado de 1º de maio.
Na ocasião, o presidente brasileiro relatou a dificuldade de conseguir um encontro presencial com Trump. Segundo as fontes, foi nesse momento que Joesley sugeriu fazer a chamada de forma imediata, de seu próprio telefone, no que Lula concordou.
Na conversa telefônica, que durou cerca de 40 minutos segundo integrantes do governo brasileiro, Lula se colocou à disposição para viajar aos EUA. O presidente norte-americano respondeu que sua equipe iria tratar dos preparativos para viabilizar uma reunião em Washington. De acordo com interlocutores, a permissão para a deta chegou já no dia seguinte.
Segundo relatos feitos a auxiliares do governo, Trump adotou um tom amistoso ao longo da chamada, chegando a dizer que admira a trajetória política de Lula e que pesquisou sobre a vida do presidente brasileiro. O mandatário norte-americano teria ainda encerrado o telefonema de forma informal, dizendo um "i love you" (eu te amo, em inglês) a Lula.
Reunião positiva
A reunião de quinta-feira (7), na Casa Branca, durou cerca de três horas e terminou com avaliação positiva dos dois governos. Segundo Lula, o encontro teve como principal objetivo retomar e fortalecer a relação do Brasil com os Estados Unidos, e indicou que pretende ampliar o diálogo bilateral com Washington.
Entre os assuntos discutidos estiveram a relação comercial entre os dois países, minerais críticos, conflitos internacionais em andamento e possíveis mudanças no Conselho de Segurança da ONU.
Clique aqui para saber todos os detalhes do encontro entre Lula e Trump.