A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) negocia a venda do cargueiro militar C-390 para Colômbia e Chile, afirmou o CEO Francisco Gomes Neto à agência Reuters, na sexta-feira (9), em São Paulo. A empresa amplia a produção da aeronave após aumento da demanda internacional.
A fabricante brasileira avalia que os dois países têm necessidade operacional para o modelo. Gomes Neto afirmou que as relações próximas entre as forças aéreas de Colômbia, Chile e Brasil favorecem as negociações.
"Essas campanhas na América Latina, às vezes, levam um pouco mais de tempo do que o normal", disse Gomes Neto. "Mas eles têm necessidade, gostam da aeronave e têm uma relação muito próxima com a Força Aérea Brasileira", acrescentou.
Colômbia e Chile
Segundo o executivo, a Colômbia pode fechar o acordo antes do Chile. O presidente colombiano Gustavo Petro tenta modernizar a frota do país. Petro criticou entraves burocráticos que atrasaram seus planos para isso após a queda de um C-130 em março, em um acidente que deixou 70 mortos.
A Embraer apresentou o C-390 para o presidente chileno José Antonio Kast durante a feira aeronáutica Feira Internacional do Ar e do Espaço (FIDAE) no mês de abril. O cargueiro compete diretamente com o C-130 Hércules, modelo fabricado pela empresa norte-americana Lockheed Martin.
A Embraer anunciou, no início de maio, uma encomenda de até 20 unidades do C-390 pelos Emirados Árabes Unidos. Gomes Neto afirmou que a produção deve alcançar até 10 unidades por ano até 2030. A empresa prevê fabricar seis unidades em 2026.