
País árabe ataca o Irã em segredo — WSJ

Os Emirados Árabes Unidos teriam participado de forma encoberta em operações militares dentro do Irã, incluindo o ataque de 8 de abril contra a refinaria da ilha de Lavan, revelou o The Wall Street Journal em publicação nesta segunda-feira (11).
De acordo com a reportagem, o bombardeio ocorreu poucas horas após um frágil cessar-fogo mediado pelos EUA. No entanto, fontes disseram ao veículo que Washington não se incomodou com o ataque e que inclusive recebeu "discretamente" com satisfação a participação dos EAU, e de qualquer outro Estado do Golfo, nos combates contra o Irã.
A instalação atacada em Lavan havia sido descrita inicialmente pela mídia iraniana como alvo de um "ataque inimigo", sem identificar os responsáveis.
Tensões entre os Emirados Árabes Unidos e o Irã

Na semana passada, os Emirados Árabes Unidos informaram que seus sistemas de defesa aérea interceptaram dois mísseis balísticos e três drones lançados do Irã. Segundo detalhou o Ministério da Defesa emiradense, desde o início do que classificou como "ataques flagrantes" de Teerã contra o país, seus sistemas neutralizaram um total de 551 mísseis balísticos, 29 mísseis de cruzeiro e 2.263 veículos aéreos não tripulados (UAVs).
Anteriormente, as autoridades iranianas negaram ataques recentes contra os EAU e afirmaram que Abu Dhabi adotou uma "abordagem contrária ao princípio da boa vizinhança e violadora dos fundamentos da Carta das Nações Unidas". Além disso, instaram o país a encerrar sua cumplicidade com os EUA e Israel, prometendo "medidas firmes" em resposta às suas ações.
Em meio às tensões, Abu Dhabi se retirou da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), da OPEP+ e da Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo (OAPEC). Segundo comunicou, a decisão está alinhada com sua intenção de concentrar-se no aumento de sua própria produção de petróleo.
