A Justiça da Bolívia declarou nesta segunda-feira (11) o ex-presidente Evo Morales em rebeldia e voltou a emitir uma ordem de prisão após ele não comparecer ao início do julgamento oral contra si pelo crime de tráfico agravado de pessoas no departamento de Tarija, informou a Erbol.
O Tribunal Departamental de Justiça de Tarija também determinou a proibição de saída do país do ex-mandatário e suspendeu o processo sem data definida até que Morales seja detido ou compareça perante a Justiça. A Promotoria lembrou que cabe à Polícia cumprir o mandado emitido pelo tribunal.
O caso investiga a suposta relação de Morales com uma menor de idade durante sua presidência e o suposto nascimento de uma filha. No processo também figura como acusada a mãe da adolescente, apontada por supostamente favorecer o vínculo.
Rejeição às acusações
Dias antes da audiência, o advogado Nelson Cox confirmou que Morales não compareceria ao julgamento e denunciou que o caso foi "forjado" por motivações políticas, informou a Éxito Noticias. Além disso, afirmou à imprensa boliviana que o processo carece de fundamento e sustentou que não existem provas que vinculem o ex-presidente a um crime.
A defesa também argumentou que a suposta vítima apresentou documentos negando os fatos denunciados e reiterou que continuará promovendo ações legais por supostas violações ao devido processo legal. O julgamento foi declarado reservado devido ao fato de a jovem ser menor de idade no momento dos fatos investigados.
Na semana passada, Morales rejeitou publicamente as acusações e escreveu em sua conta no X que o governo promove contra ele "uma brutal perseguição judicial e midiática" com processos forjados para destruí-lo "moral e fisicamente". O ex-presidente também afirmou que não busca "impunidade" e reivindicou uma "Justiça imparcial, honesta, objetiva e autônoma do poder político".