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Delcy Rodriguez responde Trump após ideia de transformar país em 51º estado dos EUA

A mandatária venezuelana reiterou que Caracas conseguiu estabelecer com Washington uma "agenda diplomática de cooperação".
Delcy Rodriguez  responde Trump após ideia de transformar país em 51º estado dos EUARedes sociais

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, descartou nesta segunda-feira (11) que seu país passe a integrar formalmente o território dos Estados Unidos, como havia informado anteriormente a Fox News, citando comentários do presidente americano, Donald Trump.

"Isso não está previsto, jamais estaria previsto, porque, se há algo que nós, venezuelanos, temos, é que amamos nosso processo de independência e amamos nossos heróis e heroínas", afirmou a mandatária em Haia, ao ser questionada pela imprensa sobre o tema.

Rodríguez reiterou que sua gestão continuará "defendendo a integridade [territorial], a soberania, a independência" e a "história" da nação bolivariana — que classificou como "gloriosa" — sustentada no sacrifício de "homens e mulheres que deram a vida" para fazer da Venezuela "não uma colônia, mas um país livre".

"O presidente Trump sabe. Temos trabalhado em uma agenda diplomática de cooperação. Esse é o rumo, esse é o caminho. A Venezuela, certamente, é o país com as maiores reservas de petróleo do planeta e também uma das maiores reservas de gás. O caminho é a cooperação para o entendimento entre os países", concluiu.

Anexação por causa do petróleo?

Nesta segunda-feira (11), a Fox News informou que Trump afirmou a um de seus repórteres que está "considerando seriamente" transformar a Venezuela no 51º estado dos EUA. Por trás dessa decisão estariam as vastas reservas petrolíferas do país sul-americano. Para sustentar sua declaração, o ocupante da Casa Branca teria afirmado que há "40 trilhões de dólares em petróleo ali".

Não é a primeira vez que o presidente dos EUA manifesta abertamente seu interesse em que o país sul-americano seja incorporado como estado ao território americano ou se gaba de seu papel na política interna venezuelana após os bombardeios de janeiro passado, bem como do controle que, segundo ele, Washington agora exerce sobre o petróleo proveniente da Venezuela.

"A Venezuela é um país muito feliz neste momento. Eles eram miseráveis e agora estão felizes. É bem administrado. O [volume de] petróleo que está saindo é enorme, o maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão entrando com as plataformas maiores e mais bonitas que já vi", afirmou na véspera.

Além disso, em fevereiro passado, declarou em tom de brincadeira que seu plano era "transformar o Canadá no 51º estado", enquanto "a Groenlândia será o 52º estado" e "a Venezuela pode ser o 53º estadot". Dias depois, escreveu em suas redes sociais a palavra "estado", em reação à vitória venezuelana na final do Clássico Mundial de Beisebol, na qual a seleção dos EUA foi derrotada.