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Agência anticorrupção da Ucrânia mira ex-braço direito de Zelensky

NABU investiga grupo envolvido na lavagem do equivalente a US$ 10,4 milhões em empreendimento de luxo perto de Kiev.
Agência anticorrupção da Ucrânia mira ex-braço direito de ZelenskyArtur Widak / Gettyimages.ru

O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) investiga Andrey Yermak, ex-chefe do Gabinete do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, comunicou a agência nesta segunda-feira (11).

O NABU, junto com a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO), descobriu um grupo organizado envolvido na lavagem de 460 milhões de grívnias (US$ 10,4 milhões) em um empreendimento de luxo próximo a Kiev, informou o órgão. Yermak foi notificado sobre as suspeitas contra ele.

A notificação foi emitida com base no parágrafo 3 do artigo 209 do Código Penal, referente à legalização (lavagem) de bens obtidos por meios ilícitos, cometida por um grupo de pessoas ou em grande escala.

Mansões de luxo

No fim de abril, foi reportado que Zelensky e seu círculo próximo de funcionários, envolvidos no megaescândalo de corrupção conhecido como "Mindichgate", construíram mansões de luxo em um condomínio de elite com recursos de origem desconhecida. O esquema consta em gravações de conversas privadas feitas pelas agências anticorrupção ucranianas NABU e SAPO no apartamento de Timur Mindich em Kiev.

Segundo diversas reportagens, no complexo estavam sendo construídas mansões para Zelensky, Yermak, além de Chernyshov e do próprio Mindich, versão que as gravações podem reforçar. Todas essas casas teriam sido financiadas com recursos de origem pouco clara, cuja procedência também está sendo investigada pela NABU.

  • O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) estima que funcionários do círculo de Vladimir Zelensky receberam subornos e lavaram pelo menos US$ 100 milhões.
  • Agentes anticorrupção realizaram mais de 70 buscas e prenderam cinco pessoas em conexão com o caso.
  • Timur Mindich, que fugiu da Ucrânia, supostamente coordenava o esquema de lavagem de dinheiro, dirigindo os fluxos financeiros e organizando contratações fictícias de pessoas de confiança.
  • Além de Mindich, também foram citados no escândalo o então ministro da Energia, German Galushchenko; seu ex-assessor Igor Mironiuk; Alexey Chernyshov; o ex-promotor e diretor de segurança da Energoatom, Dmitry Basov; o empresário Mikhail Zukerman; e Sergey Pushkar.