O Exército israelense precisa de mais soldados "imediatamente" para continuar os combates em múltiplas frentes, afirmou no domingo (10) o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), tenente-general Eyal Zamir.
"Não lido com processos políticos ou legislativos", disse Zamir à Comissão de Assuntos Externos e Defesa do Knesset (Parlamento israelense). "Lido com a guerra em múltiplas frentes e com a derrota do inimigo. Para continuar fazendo isso, as Forças de Defesa de Israel precisam de mais soldados imediatamente", afirmou.
Entre as propostas, Zamir sugeriu estender o serviço militar obrigatório a homens para 36 meses, depois que ele foi reduzido para 30 meses em agosto de 2024. De acordo com o tenente-general, o corte representa "uma carga excessiva para as reservas. Existem necessidades urgentes de segurança", sustentou.
O chefe do Estado-Maior também propôs convocar reservistas por períodos mais longos, conforme as necessidades operacionais, e enfatizou a necessidade do recrutamento de ultraortodoxos e mulheres. "As Forças de Defesa de Israel precisam crescer, e rapidamente", destacou Zamir. "O recrutamento de judeus ultraortodoxos é uma necessidade existencial para as Forças de Defesa de Israel, não apenas uma questão de dividir a carga e alcançar a igualdade", ressaltou.
Sobre as tentativas de limitar o serviço militar das mulheres, Zamir afirmou que elas são parte integrante da força das FDI e que o Exército não poderia cumprir suas missões sem elas. Para concluir suas declarações, o alto oficial militar reiterou sua rejeição à politização das Forças Armadas. "Não permitirei que o Exército de Israel seja desmantelado", afirmou. "Permaneceremos firmes como um muro inexpugnável diante de qualquer tentativa de politizar o Exército", acrescentou o militar.