"Ainda há trabalho a ser feito": Netanyahu afirma que guerra contra o Irã não acabou

Em entrevista, o primeiro-ministro israelense disse que ainda há urânio enriquecido e estruturas nucleares a serem eliminadas em território iraniano. Na declaração, mencionou a opinião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o assunto.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (10) que a guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã ainda não chegou ao fim. Em entrevista à CBS News, o premiê israelense declarou que, apesar dos avanços militares, permanecem objetivos considerados centrais pelas autoridades israelenses.

Segundo Netanyahu, o conflito "deu resultados", mas ainda há "material nuclear, urânio enriquecido, que deve ser retirado" do território iraniano. Ele acrescentou que "ainda há instalações de enriquecimento que devem ser desmanteladas" e mencionou a existência de forças apoiadas por Teerã e a continuidade da produção de mísseis balísticos.

"Tudo isso segue lá e ainda há trabalho a ser feito", afirmou.

Possível retirada do urânio

Ao comentar formas de remover o urânio altamente enriquecido do Irã, Netanyahu declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou interesse em entrar no território iraniano.

"Não vou falar de meios militares, mas o que o presidente Trump me disse foi: 'Quero entrar ali'. E acredito que isso pode ser feito fisicamente", disse. O premiê acrescentou que, caso exista um acordo que permita a retirada do material, "essa é a melhor opção".

Netanyahu evitou comentar a possibilidade de retirada forçada do urânio caso não haja entendimento diplomático e também recusou estabelecer prazos para a conclusão da missão.

"Não vou dar um calendário", afirmou, classificando o objetivo como "uma missão tremendamente importante".

Resposta iraniana

Ainda neste domingo, o porta-voz do Exército do Irã, general de brigada Akrami Nia, advertiu que novos ataques por parte de Estados Unidos e Israel seriam respondidos com "outras opções surpresa".

Segundo ele, a reação poderia incluir "equipamentos mais avançados e novos", "métodos modernos de guerra" e "novos cenários de combate".

"A guerra entrará em âmbitos que o inimigo não previu nem considerou, e nesse aspecto podemos surpreendê-lo", declarou.