'É uma merda': irmão de Epstein reage à suposta carta de suicídio de Jeffrey

"Conheço Jeff a vida toda. Se ele quisesse se suicidar, se quisesse escrever uma carta de suicídio, teria escrito 'para alguém'", afirmou na sexta-feira (8) Mark Epstein.

Mark Epstein, irmão de Jeffrey Epstein, reagiu na sexta-feria (8) à suposta carta de suicídio do financista e criminoso sexual americano, divulgada recentemente.

"É uma merda [sic], e vou explicar por quê", declarou em entrevista exclusiva ao National Enquirer. "No incidente de julho [de 2019], o companheiro de cela de Jeffrey [Nicholas Tartaglione] o agrediu. Ele denunciou isso, contou ao advogado e depois voltou atrás, dizendo que não se lembrava do ocorrido por medo de represálias", acrescentou.

Nesse contexto, Mark afirmou que essa foi a razão pela qual Jeffrey — encontrado morto um mês depois em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York — "foi retirado tão rapidamente da vigilância por risco de suicídio, porque sabiam que não se tratava de uma tentativa de suicídio".

Após ser transferido para um hospital próximo, a morte do criminoso sexual foi confirmada e, posteriormente, concluiu-se que ele havia cometido suicídio por enforcamento. Mark considera a carta de suicídio "uma falsificação" e duvida que o irmão seja o autor.

"Não acredito nisso"

"Conheço Jeff a vida toda. Se ele quisesse se suicidar, se quisesse escrever uma carta de suicídio, teria escrito 'para alguém', e não apenas uma declaração genérica de despedida", continuou. "Não acredito nisso", acrescentou.

Por outro lado, Mark afirma que havia "outros hematomas" no corpo do criminoso sexual que foram ignorados pelo Instituto Médico Legal de Nova York, argumentando que essas marcas demonstram "de forma conclusiva" que ele não poderia ter tirado a própria vida.

Por fim, afirmou que "um grupo muito respeitado de patologistas forenses" realizará uma revisão da autópsia que, segundo ele, provará de forma definitiva que Jeffrey "não poderia ter se suicidado".

"Qualquer pessoa que continue achando que foi suicídio depois que o relatório for publicado deveria ser declarada com morte cerebral", concluiu.