Pentágono quer usar IA para detectar e abater drones inimigos de forma autônoma

Tecnologia deverá identificar ameaças aéreas a mais de 600 metros de distância de forma autônoma.

O Pentágono anunciou sua intenção de integrar inteligência artificial e visão computacional em sistemas antidrones, informou a Defense News na quinta-feira (7).

O projeto, denominado C-UAS Close-In Kinetic Defeat Enhancement, busca desenvolver módulos de combate automatizados capazes de detectar, reconhecer e neutralizar ameaças aéreas não tripuladas mais rapidamente do que um operador humano. A fase inicial está centrada na melhoria de sistemas de armas já existentes, como os módulos CROWS montados em veículos blindados, para que possam enfrentar drones dos Grupos 1 e 2, com peso inferior a 25 quilos.

O objetivo técnico estabelece que o módulo deve ser capaz de detectar alvos a mais de 600 metros e alcançar uma distância de engajamento efetivo de pelo menos 100 metros, operando de forma autônoma. O Pentágono aceitará propostas até quinta-feira (14).

As fases posteriores do projeto preveem a adaptação dessas tecnologias para plataformas móveis marítimas e terrestres e, posteriormente, o desenvolvimento de sistemas de mira antidrones para armas leves.