Os legisladores de Taiwan aprovaram um orçamento bilionário que permitirá desenvolver um moderno sistema de defesa aérea, informa a Bloomberg em publicação nesta sexta-feira (8).
O órgão legislativo aprovou a destinação de 780 bilhões de dólares taiwaneses (24,8 bilhões de dólares), afirmou a porta-voz Han Kuo-yu. O valor é inferior ao solicitado pela Administração de Lai Ching-te, mas superior ao proposto pelo partido de oposição Kuomintang.
Parte dos recursos será destinada à criação do sistema de defesa aérea T-Dome, cujo equipamento Taiwan espera comprar dos EUA. Serão destinados 300 bilhões de dólares taiwaneses (9,5 bilhões de dólares) para a aquisição de sistemas HIMARS e canhões M109, além de outros 480 bilhões (15,3 bilhões de dólares) para futuros fornecimentos de armamentos, entre eles mísseis de defesa aérea e sistemas antidrones. O orçamento suplementar não inclui financiamento para armamentos de fabricação nacional.
A oposição classificou as propostas da Administração, que inicialmente pretendia destinar cerca de 39,8 bilhões de dólares ao projeto, como pouco claras e afirmou que poderiam levar à corrupção, explica a Reuters. O Partido Democrático Progressista, liderado por Lai Ching-te, declarou que a oposição ignorou as declarações do Ministério da Defesa, o que limita a capacidade defensiva de Taiwan e afeta o sistema de segurança.
Advertência chinesa
Às vésperas da cúpula entre o presidente da China, Xi Jinping, e seu homólogo dos EUA, Donald Trump, que viajará ao gigante asiático na próxima semana, Pequim afirmou que Taiwan continua sendo uma questão prioritária nas relações com Washington.
"A questão de Taiwan afeta os interesses fundamentais da China e constitui a primeira linha vermelha que não pode ser ultrapassada nas relações entre China e Estados Unidos", afirmou o representante do Ministério das Relações Exteriores do gigante asiático, Lin Jian.
Taiwan é autogovernada com uma administração própria desde 1949, enquanto a China considera a ilha parte inalienável de seu território. A maioria dos países, incluindo a Rússia, reconhece Taiwan como parte integrante da República Popular da China.