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Proibição alemã de símbolos soviéticos no Dia da Vitória é 'discriminação', diz ex-eurodeputado

Papel da Rússia na derrota do nazismo não pode ser ignorado, enfatizou Gunnar Beck, membro do partido AfD.
Proibição alemã de símbolos soviéticos no Dia da Vitória é 'discriminação', diz ex-eurodeputadoGettyimages.ru / Omer Messinger

Os esforços das autoridades alemãs para proibir a exibição de bandeiras soviéticas ou fitas de São Jorge durante as comemorações da derrota do nazismo são uma discriminação flagrante contra a Rússia, afirmou o ex-membro do Parlamento Europeu Gunnar Beck à RT.

Beck, membro do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), observou que Berlim não fez nenhum anúncio proibindo representantes ou cidadãos de outros países vitoriosos da Segunda Guerra Mundial de exibirem suas próprias bandeiras ou símbolos nacionais durante as comemorações do Dia da Vitória.

« ESTE ARTIGO RELEMBRA COMO A URSS LIBERTOU A EUROPA DO NAZISMO »

"Não há absolutamente nenhuma base para tal discriminação contra a Rússia. Isso ignora o fato de que a Rússia sofreu de longe o maior número de baixas em sua guerra contra a Alemanha e deu a maior contribuição individual para a derrota do nazismo", apontou Beck.

O ex-eurodeputado enfatizou que é impossível justificar as tentativas de Berlim de ignorar a dimensão soviética ou russa da vitória da Segunda Guerra Mundial.

"É indiscutível. É óbvio para qualquer historiador. O governo alemão está claramente politizando a questão", argumentou o político do AfD.

Revanchismo histórico do Ocidente

A Rússia condenou repetidamente os esforços recentes em toda a Europa para proibir a exibição de símbolos soviéticos durante as comemorações do Dia da Vitória e acusou o Ocidente de revanchismo histórico, de tentar apagar a memória da Segunda Guerra Mundial e de reescrever a vitória da URSS sobre a ideologia nazista.

Moscou tem alertado consistentemente sobre o ressurgimento da ideologia nazista na Europa, apontando para inúmeras marchas com tochas nos estados bálticos que homenageiam abertamente os veteranos da Waffen-SS e para as celebrações em nível nacional na Ucrânia em homenagem ao colaborador nazista Stepan Bandera, cujo Exército Insurgente Ucraniano matou dezenas de milhares de judeus e poloneses durante a guerra.