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Putin e Lukashenko defendem memória da vitória soviética sobre o nazismo

Presidentes da Rússia e de Belarus estão juntos, em Moscou, para as celebrações do 81º aniversário da vitória soviética contra os nazistas.
Putin e Lukashenko defendem memória da vitória soviética sobre o nazismoGettyimages.ru / Kremlin Press Office / Handout/Anadolu Agency

Na véspera das comemorações do 81º Dia da Vitória, data que marca a vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, recebeu no Kremlin, nesta sexta-feira (8), o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko.

O encontro contou com discursos sobre memória histórica compartilhada, integração econômica e críticas a países que relativizam o legado da vitória soviética sobre o nazismo.

« ESTE ARTIGO RELEMBRA COMO A URSS LIBERTOU A EUROPA DO NAZISMO »

Durante a reunião em Moscou, Putin afirmou que o Dia da Vitória é "o feriado mais importante para os nossos povos" e destacou o peso simbólico da presença de Lukashenko nas cerimônias da Praça Vermelha.

O presidente russo lembrou que Belarus foi uma das repúblicas soviéticas mais devastadas pela guerra e defendeu a preservação da memória da "vitória do povo soviético na Grande Guerra Patriótica".

Lukashenko, por sua vez, adotou um tom duro ao comentar as tentativas de apagar ou minimizar o significado histórico da vitória soviética.

"Alguns de nossos amigos e vizinhos, com os quais estivemos em um mesmo Estado, por algum motivo se recusam a reconhecer este feriado", declarou, sem citar nominalmente quais nações. 

O mandatário belarusso afirmou que os povos soviéticos "salvaram a Europa e o mundo inteiro da peste" ao derrotarem a Alemanha nazista.

"Não se sabe o que teria acontecido conosco, e não apenas conosco, se nossos predecessores tivessem perdido essa guerra", apontou.