Dois casos de hantavírus foram confirmados no estado brasileiro do Paraná, conforme divulgado nesta sexta-feira (8) pela imprensa local, que cita a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os infectados são das cidades de Pérola d'Oeste e Ponta Grossa.
"O paciente de Peróla d'Oeste é um homem de 34 anos e, o de Ponta Grossa, é uma mulher de 28", informou o portal g1. Segundo o veículo, a Sesa afirma que "a doença está sob controle no Paraná e que a rede pública de saúde monitora continuamente os casos suspeitos". Outros 11 casos estão sob investigação no estado.
Em suas redes sociais, a médica virologista Mellanie Dutra destacou que no Brasil, a região Sul tradicionalmente registra 60-120 casos por ano de hantavírus, em razão da maior exposição rural/agrícola a roedores via desmatamento e plantações.
"A pergunta sempre tem que ser: esse número de casos é compatível com o esperado para o período e região?", escreveu a especialista em suas redes.
Entenda
A nova variante, que tem se espalhado pelo mundo após um surto em um navio da região argentina de Ushuaia rumo à Espanha, está associada à variante andina. Trata-se, segundo declaração do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na quinta-feira (7), da "única conhecida capaz de transmissão limitada entre humanos".
Na ocasião, ele observou ainda que, em surtos anteriores, o contágio entre pessoas ocorreu principalmente em contextos de "contato próximo e prolongado, especialmente entre membros da mesma família, casais e profissionais de saúde", o que, segundo ele, "parece ser o caso na situação atual".
Tedros destacou que "como o período de incubação do vírus Andes pode chegar a seis semanas, é possível que sejam notificados mais casos". O chefe da OMS também afirmou que, embora se trate de um "incidente grave", a organização avalia o risco para a saúde pública como baixo.
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