A polícia de Berlim emitiu uma diretriz geral proibindo o uso de uniformes históricos, badges e outros símbolos durante os eventos comemorativos dos 81 anos da vitória do Exército Vermelho sobre a Alemanha nazista.
As restrições estão em vigor desde a manhã desta sexta-feira (8), até a noite de sábado (9) e afetam os monumentos aos caídos do Exército Vermelho localizados nos parques de Treptow, Tiergarten e Schonholzer Heide.
As medidas incluem a proibição do uso de uniformes e insígnias militares, exibindo a fita de São Jorge, os símbolos 'Z' e 'V', as bandeiras e emblemas da URSS, Rússia, Belarus e república russa da Chechênia, além de reproduzir e executar marchas e canções russas e soviéticas dos anos de guerra.
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- Segundo dados oficiais, a União Soviética perdeu cerca de 27 milhões de pessoas, entre soldados e civis, durante a Grande Guerra Patriótica entre 1941 e 1945. Essas perdas constituem um dos capítulos mais trágicos da história mundial e refletem a contribuição decisiva da URSS para a vitória sobre a Alemanha nazista.
Moscou condenou muitas vezes, as tentativas dos países ocidentais de reescrever a história. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, responsabilizou o chanceler alemão, Friedrich Merz, da proibição e chamou a decisão de "vergonha".
"Mais uma vez, não há outra forma de chamar essa política que não seja vergonha. É um deboche à memória de milhões de vítimas do nazismo", afirmou ela.
A porta-voz também acusou as autoridades alemãs de empreender "tentativas cínicas e imorais" de reescrever a história "em favor de uma conjuntura política russofóbica".
Zakharova questionou por que músicas da época da guerra antes eram permitidas em Berlim e agora não mais. "O que mudou?", indagou. Segundo ela, a única mudança foi a chegada ao poder, na Alemanha, de políticos que "empurram o país para o abismo", disse, ressaltando que as canções não mudaram, nem a postura dos veteranos que lutaram contra o nazismo. Para a porta-voz, o que mudou foi a "orientação política" do país — algo que, segundo ela, a Alemanha já viveu "há 85 anos".