O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou nesta quinta-feira (7) que convocou o embaixador da Armênia em Moscou, Gurguen Arsenian, que se reuniu com o vice-ministro da pasta, Mikhail Galuzin.
Segundo o comunicado, foi expressa ao chefe da missão diplomática "a absoluta inadmissibilidade" da ausência de reação das autoridades armênias às declarações feitas durante a cúpula da Comunidade Política Europeia, realizada nos dias 4 e 5 de maio em Ierevan. Na ocasião, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, manifestou sua intenção de desferir um golpe contra Moscou em 9 de maio, durante o desfile na Praça Vermelha por ocasião do Dia da Vitória.
"Foi ressaltado que, em Moscou, existe uma indignação justificada em relação a isso e que a ausência, por parte das autoridades oficiais de Ierevan, de uma avaliação negativa adequada desse comportamento flagrante do referido visitante não corresponde ao caráter de parceria das relações russo-armênias", declarou a chancelaria.
O comunicado acrescenta que o embaixador prometeu informar seu governo sobre o protesto apresentado pela parte russa.
Anteriormente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova,afirmou que, se os países da UE acreditam que podem "silenciar" as ameaças feitas publicamente por Zelensky, "estão gravemente enganados". "Conhecemos bem a atitude da minoria coletiva ocidental em relação ao 9 de maio: eles destroem sistematicamente o legado memorial soviético, exumam os restos de soldados soviéticos, reescrevem e distorcem a história", denunciou.
Ela acrescentou que esses países, ao armarem a Ucrânia, são "cúmplices dos planos criminosos do regime de Kiev".
Nesta segunda-feira (5), o Ministério da Defesa da Rússia advertiu sobre um ataque massivo contra o centro de Kiev caso a Ucrânia tente frustrar a celebração do Dia da Vitória.
Nesta quarta-feira (6), Zakharova ressaltou que esse eventual ataque contra Kiev, incluindo centros de tomada de decisão, foi divulgado pelo Ministério da Defesa russo "precisamente como medida de resposta" às ameaças do líder de Kiev. "Não falamos a partir de uma posição de agressão, falamos a partir da posição de uma resposta inevitável à agressão", reiterou.
Além disso, diante da ameaça de ataques terroristas ucranianos contra Moscou e de uma possível resposta russa, a chancelaria russa instou autoridades estrangeiras a garantirem a evacuação antecipada de seus diplomatas de Kiev.