
CENTCOM comenta ataques recíprocos com o Irã

As forças americanas interceptaram ataques iranianos "não provocados" enquanto destróieres com mísseis guiados transitavam pelo Estreito de Ormuz em direção ao Golfo de Omã, afirmou nesta quinta-feira (7) o Comando Central dos EUA (CENTCOM).
Segundo o comunicado, as forças americanas responderam com represálias em legítima defesa, pouco depois da declaração do Irã sobre supostas violações da trégua por Washington.

"As forças iranianas lançaram múltiplos mísseis, drones e ataques de pequenas embarcações enquanto o USS Truxtun (DDG 103), o USS Rafael Peralta (DDG 115) e o USS Mason (DDG 87) transitavam pela passagem marítima internacional. Nenhum ativo americano foi atingido", afirmou o CENTCOM.
As forças dos EUA "eliminaram as ameaças recebidas e atacaram instalações militares iranianas responsáveis pelos ataques contra forças americanas, incluindo plataformas de lançamento de mísseis e drones, centros de comando e controle, além de estruturas de inteligência, vigilância e reconhecimento", acrescentou.
"O CENTCOM não busca uma escalada, mas permanece posicionado e preparado para proteger as forças americanas", concluiu o texto.
Irã acusa EUA de romperem cessar-fogo
O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al Anbiya do Irã, Ebrahim Zolfaghari, acusou nesta quinta-feira (7) os EUA de romperem o cessar-fogo ao atacar dois navios iranianos e várias áreas civis. "O Exército invasor, terrorista e bandido dos Estados Unidos, violando o cessar-fogo, atacou um navio-tanque iraniano que se deslocava das águas costeiras do Irã na região de Jask em direção ao Estreito de Ormuz, assim como outro navio que entrava no estreito em frente ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos", afirma o comunicado divulgado pela agência Tasnim.
Além disso, Teerã afirma que as forças americanas "bombardearam áreas civis nas costas dos portos de Khamir, Sirik e da ilha deQeshm, em colaboração com alguns países da região".
Após mais de um mês de hostilidades, EUA e Irã acordaram uma trégua em 7 de abril, mas as tensões continuam devido ao fracasso das negociações de paz, à troca de acusações e ao bloqueio naval mútuo de embarcações comerciais entre o Golfo Pérsico e o mar Arábico.
