Dez países da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) divulgaram, nesta quinta-feira (7), uma declaração conjunta pelos 81 anos da vitória soviética sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial.
O documento condena tentativas de "falsificar e distorcer os resultados" do conflito ou de "minimizar o papel dos povos da União Soviética" e dos integrantes da "coalizão anti-Hitler".
Estimativas oficiais dão conta de que 27 milhões de soviéticos morreram para libertar a Europa do nazismo. Já os mortos do lado norte-americano somam 405 mil.
O texto foi assinado pelas delegações de Rússia, Azerbaijão, Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão, Sérvia, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.
Para que não se repita
Os representantes defenderam uma "resposta legal adequada" contra tentativas de "reabilitar e glorificar nazistas e seus colaboradores", e condenaram a "destruição e profanação de monumentos e locais de sepultamento de soldados libertadores de qualquer nacionalidade".
"A memória preservará para sempre os atos heroicos de milhões de pessoas que esmagaram a ideologia da inimizade, do ódio e da misantropia", destaca o documento.
O texto foi divulgado às vésperas do Dia da Vitória, celebrado em 9 de maio em países do antigo espaço soviético. A data marca a rendição da Alemanha nazista diante da União Soviética na Segunda Guerra Mundial em 1945.
Ao final, os signatários completam que é "dever comum impedir que os erros do passado se repitam" e defenderam ações contra "as manifestações de neonazismo, nacionalismo militante e todas as formas de discriminação".