Rússia e aliados repudiam tentativas de minimizar papel soviético na Segunda Guerra Mundial

Estimativas oficiais dão conta de que 27 milhões de soviéticos morreram para libertar a Europa do nazismo. No dia 9 de maio de 1945, o Exército Vermelho conseguiu a rendição total alemã.

Dez países da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) divulgaram, nesta quinta-feira (7), uma declaração conjunta pelos 81 anos da vitória soviética sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial.

O documento condena tentativas de "falsificar e distorcer os resultados" do conflito ou de "minimizar o papel dos povos da União Soviética" e dos integrantes da "coalizão anti-Hitler". 

Estimativas oficiais dão conta de que 27 milhões de soviéticos morreram para libertar a Europa do nazismo. Já os mortos do lado norte-americano somam 405 mil.

O texto foi assinado pelas delegações de Rússia, Azerbaijão, Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão, Sérvia, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.

Para que não se repita

Os representantes defenderam uma "resposta legal adequada" contra tentativas de "reabilitar e glorificar nazistas e seus colaboradores", e condenaram a "destruição e profanação de monumentos e locais de sepultamento de soldados libertadores de qualquer nacionalidade".

"A memória preservará para sempre os atos heroicos de milhões de pessoas que esmagaram a ideologia da inimizade, do ódio e da misantropia", destaca o documento.

O texto foi divulgado às vésperas do Dia da Vitória, celebrado em 9 de maio em países do antigo espaço soviético. A data marca a rendição da Alemanha nazista diante da União Soviética na Segunda Guerra Mundial em 1945.

Ao final, os signatários completam que é "dever comum impedir que os erros do passado se repitam" e defenderam ações contra "as manifestações de neonazismo, nacionalismo militante e todas as formas de discriminação".