A atriz e comediante canadense Claire Brosseau entrou com uma moção de emergência no Tribunal Superior de Ontário para ter permissão para acessar o suicídio assistido após décadas sofrendo de doença mental, informou imprensa na terça-feira (5).
Brosseau deixou sua casa nesta segunda-feira pela primeira vez desde janeiro. "É insuportável. Todas as manhãs, quando acordo, acho que não vou conseguir passar o dia", declarou. A atriz sofre de transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático.
Sua luta pelo suicídio assistido começou em 2024, quando, com o apoio do grupo Morrer com Dignidade, entrou com uma ação argumentando que o programa assistência médica em morrer (MAID, por sua sigla em inglês) viola a Constituição canadense, excluindo pessoas que sofrem de doenças psiquiátricas. Em seu pedido mais recente, a mulher espera que o juiz marque uma data para considerar a moção antes do verão.
Até o momento, o governo canadense não decidiu se permite a eutanásia a pessoas com transtornos mentais, após adiar a decisão várias vezes. A prorrogação atual expirará em março de 2027, enquanto uma comissão especial desenvolve recomendações sobre a questão.
Os psiquiatras expressaram preocupação porque não há consenso entre os especialistas sobre quando, ou mesmo se, uma doença mental deve considere-se irremediável, de acordo com um relatório apresentado pelo Centro de dependência e Saúde Mental.