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FOTOS: Mais de 200 alvos — a escala real dos danos que os EUA sofreram do Irã

As forças dos EUA podem nunca retornar às bases regionais no Oriente Médio em grande número, afirmam especialistas.
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Desde o início da guerra, os ataques aéreos Iranianos danificaram ou destruíram pelo menos 228 estruturas ou equipes em instalações Militares dos EUA no Oriente Médio,informou na quarta-feira (6) o Washington Post após uma análise de imagens de satélite. O nível de destruição é muito maior do que o governo dos EUA reconheceu publicamente ou do que tinha sido relatado até agora.

O veículo revisou mais de 100 imagens de satélite de alta resolução divulgadas por Irã e verificou a autenticidade. No total, foram encontradas 217 estruturas e 11 equipamentos danificados ou destruídos em 15 instalações militares.

A revisão, baseada em imagens tiradas desde o início da agressão dos EUA e Israel contra o Irã até 14 de abril, revela que dezenas de alvos adicionais atingidos nos locais, usados principalmente pelos militares dos EUA, embora compartilhados com as forças militares dos países anfitriões e com aliados.

De acordo com dois oficiais, as forças dos EUA podem nunca mais voltar em grande número para as bases regionais.

As imagens mostram que os ataques danificaram ou destruíram o que parece ser numeroso quartéis, hangares ou armazéns. Também foram alcançadas aeronaves e equipes-chave de radar, comunicações e defesa antiaérea.

Os especialistas observaram que, dependendo da natureza do dano, o exército dos EUAsubestimou a capacidade de ataque do Irã, não se adaptou suficientemente à guerra de drones moderna e deixou algumas bases com proteção insuficiente.

"Os ataques Iranianos eram precisos. Não há crateras aleatórias que indiquem falhas", afirmou Mark Cancian, consultor sênior do centro de Estudos Estratégicos e internacionais.

Fatores de vulnerabilidade

A vulnerabilidade das instalações dos EUA aos ataques Iranianos foi provavelmente uma consequência de inúmeros fatores, indicaram especialistas. A principal delas é que as forças iranianas foram mais resistente do que a administração de Donald Trump poderia ter antecipado.

Kelly Grieco, pesquisadora sênior do Stimson Center for studies, declarou que os planos de destruir as forças iranianas de mísseis e drones com rapidez suficiente e evitar que causem sérios danos subestimaram "a profundidade da inteligência que o Irã já havia se posicionado para atacar a infraestrutura fixa dos EUA."

A estratégia também não levou em conta até que ponto as defesas antiaéreas dos EUA e de Israel tinham se desgastado durante'a Guerra dos 12 dias' de junho de 2025, acrescentou.

O exército Americano não tinha se adaptado adequado ao uso de drones suicidas. "Embora [os drones] tenham pequenas cargas explosivas — algumas delas não causaram tanto dano —, são mais difíceis de interceptar e muito mais precisos, o que os torna uma ameaça muito maior para as forças dos EUA", explicou Decker Eveleth, analista associado do Center for Naval Analysis.

Os especialistas também apontaram problemas estruturais, como a escassez de abrigos fortificados capazes de proteger tropas e equipamentos em posições-chave e possíveis alvos.