O governo de Antigua e Barbuda prestou juramento na terça-feira (5) conforme um protocolo renovado, deixando de lado uma tradição de mais de 40 anos de jurar lealdade ao soberano britânico, informou imprensa.
As autoridades eleitas prestaram juramento prometendo lealdade ao Estado caribenho, à sua Constituição e às suas leis, sem mencionar o rei Charles III.
A respectiva emenda constitucional foi aprovada pelo Parlamento em dezembro de 2025. Desde então, o primeiro-ministro trabalhista Gaston Browne e seus aliados convocaram eleições antecipadas, dois anos antes do prazo constitucional, e venceram o pleito ao conquistar 15 das 17 cadeiras da câmara.
Antigua e Barbuda é um país insular do Mar do Caribe. A primeira ilha foi colonizada pelos ingleses no início do século XVII e a segunda, algumas décadas mais tarde. Em 1967, a nação tornou-se um Estado associado com plena autonomia interna do Reino Unido e, em 1981, obteve a independência, mantendo-se na Commonwealth e tendo a então rainha Elizabeth II como chefe de Estado.
Apesar do novo juramento, Charles III continua sendo formalmente o chefe de Estado do país, conforme sua Constituição, e os governadores-gerais continuam a proferir anualmente os chamados discursos do monarca.