Rússia acusa UE de ignorar ameaças de Zelensky contra celebrações do Dia da Vitória

Porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, afirmou que países europeus não reagiram a declarações consideradas ameaçadoras por Moscou.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou nesta quarta-feira (6) que os países da União Europeia estão "muito equivocados" se acreditam que podem "silenciar" as supostas ameaças do líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, contra as comemorações do Dia da Vitória, realizadas em 9 de maio em Moscou.

Segundo Zakharova, a chancelaria russa enviou uma nota diplomática a missões estrangeiras e organizações internacionais pedindo que seja levada "com máxima seriedade" a advertência emitida pelo Ministério da Defesa russo sobre um possível ataque de retaliação contra Kiev caso a trégua prevista para a data seja violada.

Ameaças de Zelensky

As declarações de Zelensky ocorreram em 4 de maio de 2026, durante a cúpula da Comunidade Política Europeia. Segundo Zakharova, o líder do regime ucraniano fez "declarações agressivas e ameaçadoras" sobre a intenção de frustrar as celebrações do Dia da Vitória em Moscou.

Zakharova declarou que representantes de países da União Europeia estavam presentes no encontro e que "nenhum deles repreendeu o líder do regime de Kiev".

A diplomata acrescentou que, no mesmo dia, o Ministério da Defesa russo publicou um aviso que classificou como "medida de resposta" às supostas intenções mencionadas por Zelensky.

Críticas à União Europeia

A porta-voz afirmou ainda que, caso governos europeus tentem "varrer para debaixo do tapete" as declarações do líder do regime ucraniano, estarão cometendo um erro grave. Segundo ela, países ocidentais demonstram uma postura crítica em relação ao 9 de maio e acusou esses governos de "reescrever e mudar a história" ao lidar com o legado soviético.

Zakharova também declarou que o apoio militar europeu à Ucrânia torna esses países "cúmplices dos planos criminosos do regime de Kiev". Ela ressaltou que a posição russa não representa agressão, mas "uma resposta inevitável à agressão".

"Não há que silenciar essa advertência. É preciso levá-la muito, muito a sério", afirmou a porta-voz.