Irã exige 'respeito' à Guarda Revolucionária para que seleção participe da Copa

O órgão iraniano é considerado organização terrorista no Canadá e nos EUA, o que provoca impasse entre Teerã e a FIFA.

O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou que a FIFA precisa garantir que o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) seja respeitado pelos Estados Unidos para que a seleção viaje para a Copa do Mundo 2026. As declarações foram publicadas pela agência Reuters, nesta quarta-feira (6).

A exigência veio após a delegação iraniana ser barrada ao tentar entrar no Canadá para participar do Congresso da FIFA.

Segundo Taj, o grupo decidiu retornar por conta própria diante do que classificou como tratamento desrespeitoso por autoridades migratórias.

Posteriormente, o governo canadense confirmou que o visto do dirigente havia sido cancelado durante o voo, devido a supostas ligações com o IRGC — classificado como entidade terrorista por Canadá e Estados Unidos, dois dos países-sede da Copa ao lado do México.

Resposta da FIFA

Em resposta ao incidente, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, enviou carta lamentando o caso e convidando representantes iranianos para uma reunião em Zurique no dia 20 de maio.

Taj afirmou que aproveitará o encontro para buscar garantias formais sobre o tratamento da delegação, particularmente nos Estados Unidos.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou anteriormente que jogadores iranianos poderão participar do torneio, mas indicou que pessoas com vínculos com o IRGC não serão admitidas no país.

Diante disso, Taj alertou que a ausência de garantias "claras e firmes" pode levar a delegação iraniana a recuar da participação no torneio. "Nosso anfitrião é a FIFA, não a América", disse.