Um grupo de cientistas desenvolveu um método para detectar sinais precoces da doença de Alzheimer antes do surgimento dos sintomas, segundo estudo publicado recentemente na revista Molecular Psychiatry.
Os pesquisadores criaram o Índice de Vulnerabilidade Regional para Alzheimer (RVI-AD), que compara a estrutura do cérebro com o padrão característico da doença. A análise é feita por meio de ressonância magnética cerebral.
Com o método, especialistas conseguem estimar se um paciente apresenta alterações estruturais semelhantes às observadas em pessoas diagnosticadas com Alzheimer.
Para desenvolver o índice, os pesquisadores analisaram 64 regiões cerebrais e avaliaram como elas são afetadas pela doença.
O estudo usou bases de dados de pacientes diagnosticados que tinham exames de ressonância magnética, além de considerar fatores como idade e sexo.
Segundo os autores, o Alzheimer pode se desenvolver por décadas antes dos primeiros sinais de deterioração cognitiva. Essa fase anterior aos sintomas pode abrir caminho para estratégias de prevenção e acompanhamento.
Os cientistas afirmam que o método permite identificar, com precisão próxima de 70%, pessoas com comprometimento cognitivo leve que têm maior risco de desenvolver demência.
A técnica pode levar à criação de um biomarcador não invasivo para estimar o risco de Alzheimer. Os autores, porém, afirmam que o procedimento ainda precisa de verificação adicional.