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Laudo descarta asfixia em morte da influenciadora conhecida como 'Barbie Humana'

Exame complementar aponta intoxicação por cocaína e álcool como causa da morte; caso segue sob análise da Polícia Civil e do Ministério Público.
Laudo descarta asfixia em morte da influenciadora conhecida como 'Barbie Humana'Redes Sociais

Um novo laudo da Polícia Técnico-Científica de São Paulo descartou sinais de asfixia, estrangulamento ou violência física na morte de Bárbara Jankavski, influenciadora conhecida como "Barbie Humana". A informação foi publicada no portal G1, nesta quarta-feira (6).

O exame, feito após a exumação do corpo, reforça a tese de morte acidental por intoxicação. Segundo a perícia, Bárbara ingeriu cocaína, possivelmente combinada com bebida alcoólica, o que teria provocado um infarto fulminante.

O documento aponta intoxicação por cocaetileno, substância formada pelo organismo quando há consumo simultâneo de cocaína e álcool. De acordo com os peritos, o composto pode afetar o coração e o sistema nervoso, causar arritmias, parada cardíaca e morte súbita.

A análise complementar se concentrou na região do pescoço. Mesmo com o corpo em estado avançado de decomposição, os peritos não encontraram sinais compatíveis com asfixia mecânica ou estrangulamento.

Investigação segue no DHPP

Bárbara foi encontrada morta em 2 de novembro de 2025, aos 31 anos, na casa do defensor público Renato de Vitto, de 51 anos, no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

O 7º Distrito Policial havia tratado o caso como fatalidade, mas a Justiça transferiu a investigação ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) em dezembro. A exumação ocorreu em 3 de fevereiro, no Cemitério da Vila Formosa.

Advogados da família e o Ministério Público levantaram a hipótese de homicídio, com base em possíveis sinais de violência no olho, pescoço e pernas. Contudo, a polícia não apontou suspeitos.

O novo laudo será considerado no relatório final do DHPP. Depois, o Ministério Público, em posse das informações do inquérito, decidirá se pede novas diligências, apresenta denúncia ou solicita o arquivamento do inquérito.

Câmeras registraram versões divergentes

Um laudo sobre câmeras corporais de policiais militares indicou relatos contraditórios de testemunhas no local. Em uma gravação, um funcionário do Samu afirmou a um policial que a situação era "bem esquisita" e que "a cada hora a história muda um pouquinho".

Segundo os registros, Renato de Vitto apresentou versões diferentes sobre os horários da última interação com Bárbara.

O defensor público disse que contratou a influenciadora como garota de programa, relatou relação sexual e afirmou que ambos consumiram cocaína, cachaça, cerveja e energético.

Renato afirmou ter chamado o Samu e feito massagem cardíaca por nove minutos, sem sucesso.

Bárbara Jankavski somava mais de 400 mil seguidores no Instagram e no TikTok. Nas redes, publicava conteúdos sobre estética corporal e procedimentos estéticos. Segundo a própria influenciadora, ela havia feito 27 cirurgias plásticas para ficar parecida com a Barbie.