Em uma reunião em agosto de 2017, Greg Brockman, presidente da empresa de tecnologia OpenAI, chegou a acreditar que o bilionário Elon Musk o agrediria fisicamente, informou a imprensa americana. A declaração de Brockman decorreu de um depoimento prestado na terça-feira (4), em um tribunal distrital de Oakland, na Califórnia.
A reunião teria começado de maneira "muito cordial", explicou Brockman, mas o tom mudou quando surgiu a discussão sobre a participação acionária na proposta de criação de um braço comercial lucrativo da OpenAI. Na ocasião, o CEO da Tesla e da SpaceX buscava o controle majoritário da organização e rejeitou a proposta de que todos os cofundadores tivessem ações em partes iguais.
Nesse ponto, Musk teria afirmado que se recusava a aceitar que outros "tivessem voz e voto". Ele questionou Brockman sobre quando ele pretendia deixar a startup — que na época tinha apenas dois anos de existência — e assegurou que manteria o financiamento até que uma decisão fosse tomada.
"Realmente pensei que ele fosse me agredir fisicamente", confessou Brockman. Ele detalhou ainda que Musk, visivelmente enfurecido, levantou-se e percorreu a sala de forma violenta. O bilionário teria, então, tomou um quadro presenteado a Brockman por Ilya Sutskever, outro cofundador da OpenAI, e saiu do recinto sem que houvesse qualquer confronto físico.
- A declaração ocorreu durante a segunda semana de um julgamento na Califórnia que pode definir o futuro da OpenAI. Musk acusa a organização e seu CEO, Sam Altman, de induzi-lo a investir US$ 38 milhões (cerca de R$ 186 milhões) em uma entidade sem fins lucrativos apenas para, posteriormente, abandonarem seus objetivos filantrópicos e se converterem em uma empresa voltada ao lucro.
- Musk pleiteia uma indenização por danos de US$ 150 bilhões, além da destituição de Altman e de Brockman; o empresário deixou o conselho de administração da empresa em fevereiro de 2018.