Os ataques do Irã contra infraestruturas estratégicas dos Emirados Árabes Unidos (EAU) podem levar o governo emiradense a reforçar ainda mais sua aliança com os Estados Unidos e Israel, afirmou a ex-assessora do Pentágono Jasmine El-Gamal, citada pela CNN na terça-feira (5).
Essa aproximação, por sua vez, geraria novas retaliações.
"É realmente uma espécie de círculo vicioso", declarou a especialista. Ela explicou que, quanto mais os Emirados suportarem o impacto das ofensivas nas primeiras semanas, mais o país reforçará publicamente sua aliança estratégica com Washington e Israel, o que o tornaria um alvo ainda mais frequente para o Irã.
A publicação relembra que as autoridades iranianas já haviam ameaçado seu vizinho caso os laços com Israel fossem aprofundados.
"Se os emiradenses se tornarem peões de Israel e cometerem um erro, receberão uma lição que jamais esquecerão", afirmou uma fonte militar iraniana, citada pela agência Tasnim.
A fonte detalhou ainda que, caso os Emirados tomem uma medida imprudente, todos os seus interesses se tornarão alvos para o Irã e nenhuma de suas instalações estará segura.
- As declarações ocorrem em meio a uma nova escalada de tensões entre os dois países. As autoridades do emirado de Fujairah informaram na segunda-feira (4) que houve um incêndio em sua petrolífera após um ataque de drone procedente do Irã.
- Segundo os Emirados, suas defesas antiaéreas responderam a uma segunda ameaça de mísseis no mesmo dia. Da primeira série de quatro mísseis, três foram interceptados e um caiu no mar.
- Também na segunda-feira (4), o Ministério das Relações Exteriores dos Emirados denunciou um ataque iraniano com drones contra um navio petroleiro da estatal ADNOC, enquanto a embarcação atravessava o Estreito de Ormuz.