Dezesseis pessoas, sendo 15 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) e um civil, foram detidas nesta terça-feira (5) em Lisboa, Portugal, no âmbito de uma investigação sobre torturas e agressões, informou a imprensa local.
De acordo com as investigações, os policiais teriam torturado, violado – ou tentado violar –, abusado de seu poder e agredido gravemente pessoas vulneráveis, em sua maioria sem-teto ou imigrantes, dentro de duas delegacias da capital portuguesa.
De acordo com um dos depoimentos que sustentam o caso, um cidadão marroquino, após ter sido vítima de uma detenção arbitrária, foi abusado sexualmente com um cassetete, espancado e abandonado em um local isolado.
A acusação refere que os supostos agressores, além de submeterem suas vítimas a tratamentos degradantes, gravaram seus crimes em vídeos que divulgaram entre dezenas de policiais por meio de grupos do WhatsApp*.
Tolerância zero
Luis Carrilho, diretor da PSP, declarou que a corporação possui "tolerância zero" para alegações de má conduta, advertindo os policiais envolvidos no caso.
"A Polícia de Segurança Pública é uma instituição com cerca de 20 mil homens e mulheres que todos os dias dão o seu melhor para que Portugal seja um dos países mais seguros do mundo. Iremos continuar a fazer isso", afirmou, citado pela Sic Notícias.
*Rede social pertencente à META, classificada na Rússia como uma organização extremista e proibida em seu território.