
China desafia EUA e reafirma oposição a 'sanções unilaterais ilícitas'

O Ministério das Relações Exteriores da China reforçou, nesta quarta-feira (6), a oposição do país às sanções unilaterais norte-americanas contra empresas chinesas que realizam comércio de petróleo iraniano.
"A China acompanhará de perto a aplicação extraterritorial injustificada de medidas estrangeiras (...) e defenderá firmemente os direitos e interesses legítimos dos cidadãos e empresas chinesas, de acordo com a lei", disse o porta-voz da chancelaria, Lin Jian.
Resposta a Rubio
Jian comentou o tema ao ser questionado sobre uma fala do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O norte-americano afirmou, na terça-feira (5), que "se não cumprirem sanções, enfrentarão sanções secundárias".
Sobre Rubio, Pequim enfatizou que "o governo chinês se opõe a sanções unilaterais ilícitas que não têm fundamento no direito internacional ou autorização do Conselho de Segurança da ONU".
Bloqueio de sanções
No sábado (2), o Ministério do Comércio publicou uma ordem para bloquear sanções impostas pelos Estados Unidos contra empresas chinesas acusadas de envolvimento com o comércio de petróleo iraniano.
A decisão se apoia nas Regras para Contramedidas contra a Aplicação Extraterritorial Indevida de Leis e Medidas Estrangeiras. Segundo o governo chinês, a norma busca "salvaguardar a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento".

A medida aponta para a disposição de Pequim em confrontar sanções unilaterais e restrições externas para manter fluxos comerciais estratégicos.
Medidas indevidas
Pequim afirma que realizou uma "avaliação abrangente, de acordo com a lei", concluindo que as medidas americanas configuram "aplicação extraterritorial indevida". A crítica mira o alcance global das sanções dos EUA, utilizadas para limitar transações fora de seu território.
Com base nessa análise, a China determinou que tais sanções "não deverão ser reconhecidas, executadas nem cumpridas".
Na prática, a decisão abre caminho para que empresas chinesas continuem operando no comércio de petróleo com Teerã, apesar das restrições impostas por Washington. Segundo Pequim, ações norte-americanas "restringem indevidamente" atividades econômicas e comerciais consideradas legítimas.
