Um navio de carga que transitava pelo Estreito de Ormuz foi atingido nesta terça-feira (5) por um projétil de origem desconhecida, segundo informou o Centro de Operações Marítimas de Comércio do Reino Unido (UKMTO).
Após receber um relatório verificado, o UKMTO emitiu o alerta sobre o incidente enquanto a embarcação navegava por essa importante via marítima.
Até o momento, não se conhece a extensão dos danos causados pelo impacto. O UKMTO recomendou que os navios relatem qualquer atividade suspeita na região.
O incidente ocorre em meio ao chamado "Projeto Liberdade", lançado nesta segunda-feira pelos EUA com o objetivo de orientar os navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. Autoridades norte-americanas, como o secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmaram que se trata apenas de uma "operação defensiva", diante do controle firme do Irã na região.
Em 21 de abril, o presidente Donald Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, estabelecido 15 dias antes. Ele explicou que a decisão se devia ao fato de que, supostamente, o governo iraniano está "gravemente dividido" e de que os mediadores do Paquistão pediram a Washington que suspendesse seus ataques contra a República Islâmica "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
Além disso, o mandatário ordenou às Forças Armadas dos EUA que mantivessem o bloqueio naval no estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.
Em 18 de abril, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do estreito de Ormuz será considerado uma cooperação com o inimigo, e a embarcação infratora será atacada", advertiu a entidade.
No domingo, 3 de maio, o líder republicano anunciou uma iniciativa para liberar os navios retidos no estreito de Ormuz. Segundo Trump, o "Projeto Liberdade" começou na manhã desta segunda-feira (4), no horário do Oriente Médio, com a participação de destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio, além de 15 mil efetivos das Forças Armadas.