Um dos principais objetivos dos Estados Unidos na resolução do conflito com o Irã é que o Estreito de Ormuz retorne à situação anterior à escalada, declarou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (5).
"Como o presidente Donald Trump disse, e os fatos confirmam claramente, os Estados Unidos têm todas as cartas na mão", afirmou Marco Rubio. "Mas nossa preferência é que o estreito esteja aberto, como deve estar, aberto novamente como antes: que qualquer um possa utilizá-lo. Sem minas na água. Sem que ninguém pague pedágios. É isso que precisamos restabelecer, e esse é o objetivo aqui", acrescentou.
"Cada dia que o conflito continua, a pressão sobre o Irã seguirá aumentando", concluiu Rubio.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, rejeitou terça-feira (5) negociar com os EUA sob "pressão máxima". "Nosso problema é que os Estados Unidos, por um lado, aplicam uma política de pressão máxima contra nosso país e, por outro, esperam que a República Islâmica se sente à mesa de negociações e, no fim, se renda às suas exigências unilaterais, enquanto tal equação é impossível e irrealizável", declarou Pezeshkian.
- Em 21 de abril, o presidente Donald Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã estabelecido 15 dias antes. Ele explicou que a decisão se devia ao fato de que, supostamente, o governo iraniano está "profundamente dividido" e de que mediadores do Paquistão pediram a Washington que suspendesse seus ataques contra a República Islâmica "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
- Além disso, o presidente ordenou às Forças Armadas dos EUA que mantivessem o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.
- Em 18 de abril, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington suspenda completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo, e o navio infrator será atacado", advertiu a entidade.
- No domingo (3), o líder republicano anunciou uma iniciativa para liberar os navios retidos no estreito de Ormuz. Segundo Trump, o "Projeto Liberdade" começou na manhã de segunda-feira (4), no horário do Oriente Médio, com a participação de destróieres de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio, além de 15 mil efetivos das Forças Armadas.