A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fez nesta segunda-feira (5) um discurso de defesa da soberania nacional durante a celebração do aniversário da Batalha de Puebla. "Quem pensa que a presidente do México se ajoelha está destinado à derrota", afirmou.
Sheinbaum criticou setores da oposição, acusando-os de incentivar a intervenção estrangeira. Segundo ela, a história mexicana "está marcada pela resistência frente às invasões estrangeiras e também pelas traições internas de quem, a partir do conservadorismo, apostou em submeter o povo e entregar a pátria".
A presidente ressaltou que a soberania do país foi construída com luta. "Nunca esqueçamos que a independência do México foi construída com o heroísmo de um povo que a conquistou uma e outra vez; está escrita com dor, sacrifício e a vontade inquebrantável de gerações que se negaram a ceder seu destino", declarou.
Sheinbaum também contextualizou episódios de intervenção estrangeira, lembrando que, mesmo após a independência em 1821, o México enfrentou tentativas de invasão e conflitos internacionais.
"O 5 de maio nos lembra que o presente e o futuro do México é ser uma nação livre, independente e soberana", disse, ao mencionar a derrota do exército francês — então considerado um dos mais poderosos do mundo — por forças mexicanas lideradas por Ignacio Zaragoza.
Cinco de maio
A data marca a vitória mexicana sobre tropas francesas em 1862, em Puebla, próximo à Cidade do México, episódio que se tornou símbolo da resistência nacional. Embora não represente a independência do país, o 5 de maio marca um momento essencial de defesa da soberania mexicana.