Viagens podem retardar envelhecimento; entenda

Pesquisa indica que viagens prazerosas podem retardar o envelhecimento ao estimular o metabolismo e fortalecer o sistema imunológico através do combate à desordem biológica.

Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade Edith Cowan, na Austrália, indica que viajar pode auxiliar no retardamento de alguns sinais do envelhecimento devido aos efeitos positivos para a saúde física e mental.

O estudo, divulgado na segunda-feira (4) pelo portal Science Daily, baseou-se no conceito de entropia — a tendência natural do universo à desordem.

Segundo os pesquisadores, viagens prazerosas ajudam a contrabalançar esse desequilíbrio, enquanto experiências estressantes ou inseguras provocam o efeito oposto no corpo.

Assim, a atividade de viajar atuaria como uma ferramenta de equilíbrio, resiliência e recuperação do organismo.

Terapia de viagens 

"O envelhecimento, como processo, é irreversível. Embora não possa ser interrompido, pode ser retardado", afirmou Fangli Hu, integrante da equipe de pesquisa.

"O turismo não se resume apenas a lazer e recreação; ele também pode contribuir para a saúde física e mental das pessoas", acrescentou.

De acordo com a especialista, a "terapia de viagens" tem potencial para se tornar uma intervenção de saúde relevante se analisada sob a ótica da entropia. A ideia é que vivências positivas durante os deslocamentos ajudem a manter um estado de baixa entropia, o que é mais saudável para o corpo.

Ao combinar ambientes novos com momentos de relaxamento, as viagens estimulariam o organismo, elevando o metabolismo e potencializando processos de auto-organização necessários para o bom funcionamento biológico.

Essas experiências ainda podem ativar o sistema imunológico adaptativo ao liberar hormônios que facilitam a regeneração de tecidos.

"O exercício físico também pode melhorar a circulação sanguínea, agilizar o transporte de nutrientes e facilitar a eliminação de resíduos, contribuindo para manter um sistema de autocura ativo", explicou Hu.

O estudo também faz uma ressalva: viajar em si não é sinônimo de saúde automática, já que o deslocamento pode envolver riscos como doenças, acidentes ou falta de planejamento.

No entanto, quando realizadas de forma segura, as viagens podem, de fato, promover um envelhecimento saudável e melhorar o funcionamento físico e mental.