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Secretário de Guerra dos EUA dá detalhes da nova operação no Oriente Médio

"Esta operação é independente e distinta da 'Operação Fúria Épica'", declarou Pete Hegseth.
Secretário de Guerra dos EUA dá detalhes da nova operação no Oriente MédioGettyimages.ru / Chip Somodevilla

Nesta terça-feira (5), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, apresentou detalhes do "Projeto Liberdade", anunciado pelo presidente americano Donald Trump no dia 4 de maio para garantir a navegação no Estreito de Ormuz. 

Em conferência de imprensa, Hegseth afirmou que a iniciativa foi delegada ao Comando Central com a finalidade de “restabelecer a livre circulação do comércio” na região.

Ele alegou que a operação é "independente e distinta da 'Operação Fúria Épica'" e tem caráter limitado.

Segundo Hegseth, trata-se de uma missão "defensiva, de alcance limitado e de duração temporária, com uma única missão: proteger a navegação comercial inocente da agressão iraniana".

O secretário disse que a ação não prevê incursões em território iraniano. "Não é necessário. Não estamos buscando um confronto", afirmou.

Ao mesmo tempo, ressaltou que os EUA não aceitarão restrições ao tráfego marítimo internacional.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Embora o atual conflito no Oriente Médio tenha começado com a agressão conjunta e não provocada dos EUA e de Israel contra o Irã, o secretário de Guerra classificou a República Islâmica como "um agressor evidente" que "persegue embarcações civis" e usa o Estreito de Ormuz "como arma para seu próprio benefício financeiro ou, pelo menos, tenta fazê-lo".

  • Donald Trump anunciou no domingo (3) um projeto para "libertar" os navios retidos no Estreito de Ormuz, devido ao bloqueio causado pela crise no Oriente Médio. O "Projeto Liberdade" teve início na manhã desta segunda-feira (4), horário do Oriente Médio.
  • De acordo com fontes da Axios, a nova iniciativa prevê que navios de guerra dos EUA fiquem "nas proximidades" para o caso de ser necessário impedir que as Forças Armadas iranianas ataquem os navios mercantes que transitam pelo estreito.
  • Além disso, segundo a Axios, a Marinha americana fornecerá aos navios mercantes informações sobre as melhores rotas marítimas no estreito, especialmente no que diz respeito ao uso daquelas que não tenham sido minadas pelo Exército iraniano.
  • Do chamado "Projeto Liberdade" participarão contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio, além de 15 mil membros das Forças Armadas.