Trump ameaça ancorar porta-aviões dos EUA nos arredores de Cuba

Os Estados Unidos mantêm um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O presidente cubano garantiu que, em caso de ataque, "nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar na segunda-feira (4) que pretende enviar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para perto de Cuba depois que o conflito com o Irã for resolvido.

A declaração surgiu em entrevista ao apresentador Hugh Hewitt, da Salem News, ao ser questionado se pretendia agir em relação a Cuba da mesma forma que fez com a Venezuela.

"Não quero falar muito sobre Cuba, exceto para dizer que talvez façamos isso na volta do Irã, quando terminarmos essa operação", disse o presidente.

"Mas vamos ancorar o porta-aviões Abraham Lincoln, o porta-aviões mais bonito que já vi na minha vida. Vamos ancorar o Abraham Lincoln a algumas centenas de metros da costa e observá-los enquanto tentam fazer alguma coisa", acrescentou.

Bloqueio econômico

Os Estados Unidos mantêm um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. A política foi reforçada pela Casa Branca com novas medidas coercitivas unilaterais.

Trump também já ameaçou tomar a ilha pela força em outras ocasiões. Segundo ele, Cuba foi "terrivelmente mal administrada" e tem um "sistema terrível".

Na semana passada, a Casa Branca anunciou novas sanções contra o governo cubano, dentro da estratégia "América Primeiro". O governo americano acusou Cuba de se aliar a "atores hostis" aos Estados Unidos.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reagiu nas redes sociais e afirmou que as sanções "reforçam o brutal bloqueio genocida" contra a ilha. Para ele, a ordem executiva mostra a "pobreza moral" de Trump e seu "desprezo" pelo povo norte-americano e pela comunidade internacional.

Ameaças dos EUA a Cuba