Natalidade dos EUA segue em queda histórica

Dados oficiais mostram que taxa de nascimentos caiu abaixo dos níveis da Grande Depressão, reforçando preocupações com futuro demográfico do país.

A taxa de natalidade nos Estados Unidos atingiu um novo recorde de baixa, segundo dados divulgados pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) nos últimos dias. Em 2025, foram registrados 53,1 nascimentos por 1.000 mulheres em idade fértil (15 a 44 anos), uma queda de 1,3% em relação a 2024 e de 23% em comparação com 2007.

Os números refletem décadas de transformações sociais que impactaram a estrutura familiar no país. Atualmente, o total anual de nascimentos é significativamente inferior ao de períodos anteriores, mesmo com uma população maior.

Em 1961, por exemplo, nasceram 4,3 milhões de crianças quando a população dos EUA era de 184 milhões. Já em 2025, foram registrados 3,6 milhões de nascimentos em um país com cerca de 342 milhões de habitantes.

A taxa atual também está abaixo dos níveis observados durante a Grande Depressão, quando os nascimentos caíram para 75,8 por 1.000 mulheres em 1936.

Ladeira abaixo

O declínio estrutural da fertilidade na sociedade americana teve início na década de 1960, após a chamada revolução sexual. Nos anos 1990 e início dos anos 2000, período de auge geopolítico dos EUA, houve uma recuperação parcial das taxas de natalidade.

No entanto, a partir de 2006, iniciou-se uma nova fase de queda, que ocorre paralelamente à redução da proporção de protestantes anglo-saxões brancos (WASPs) na população.