
Kalashnikov para se livrar das chamas: como funcionava fuzil russo para bombeiros

A corporação estatal russa Rostec relembrou nesta segunda-feira (4) uma curiosa invenção de combate a incêndios desenvolvida a partir do fuzil Kalashnikov no fim da década de 1990, quando armeiros da fábrica russa Izhmash — atualmente parte do consórcio Kalashnikov Concern — transformaram um fuzil de assalto Kalashnikov em uma unidade de extinção por pulsos (UIP-1, na sigla em russo).
Segundo explica a Rostec em seu relatório, em vez de balas, a arma utilizava cartuchos de festim.

No cano era acoplado um bico pulverizador especial conectado a um reservatório de água ou espuma. Ao disparar, a energia dos gases da pólvora expulsava um jato de líquido em alta velocidade, gerando uma nuvem dispersa que literalmente abafava as chamas.
De acordo com os dados, com um único carregador o dispositivo podia realizar 20 disparos de água ou espuma, consumindo 0,6 litro por disparo.
Em demonstrações, um reservatório de 2x2 metros envolto em chamas foi apagado com apenas um tiro. A princípio, a invenção parecia ideal para o combate a incêndios em locais com objetos de valor, como museus, edifícios históricos e bibliotecas.
No entanto, apesar da aprovação de especialistas, a UIP-1 nunca entrou em produção em série, já que a legislação vigente não permitia equipar os corpos de bombeiros com esse tipo de "arma de fogo".
