Os Emirados Árabes Unidos oficializaram, nesta segunda-feira (4), sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e do grupo ampliado OPEP+. O anúncio, feito durante a conferência "Make It In The Emirates", em Abu Dhabi, ocorre após o país ter deixado formalmente as alianças no dia 1º de maio.
O CEO da estatal petrolífera ADNOC e ministro da Indústria e Tecnologia Avançada, Sultan Ahmed Al Jaber, defendeu a medida como uma escolha de soberania. Segundo o ministro, o abandono da organização não possui caráter de confronto, mas é uma estratégia para o reposicionamento do país no cenário energético global.
"Não é uma decisão dirigida contra ninguém", afirmou Al Jaber, destacando que o movimento reflete a confiança e a ambição dos Emirados em construir uma economia mais diversificada.
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A saída visa permitir que o país tenha maior agilidade para acelerar investimentos, expandir operações e gerar valor de forma independente. O movimento faz parte de um plano estratégico de longo prazo para reduzir a dependência do setor petrolífero. Além do afastamento da OPEP e OPEP+, os Emirados Árabes Unidos também anunciaram, no domingo (3), a saída da Organização de Países Árabes Exportadores de Petróleo (OAPEC), consolidando uma nova fase de autonomia econômica e política.