O governo do Irã executou na cidade de Mashhad três indivíduos condenados por ligações com o Mossad, o serviço de inteligência de Israel, identificados como agitadores nos protestos ocorridos no país entre dezembro e janeiro, informou a agência de notícias iraniana Fars nesta segunda-feira (4).
Entre os executados estão Mehdi Rasouli e Mohammadreza Miri. Segundo as autoridades iranianas, ambos teriam participado diretamente da morte de Hamidreza Yousefinejad, um integrante das forças de segurança do país, durante um confronto ocorrido em Mashhad.
O terceiro executado, Ebrahim Dowlatabadi, é apontado como um dos principais líderes dos distúrbios que eclodiram na região de Tabriz.
De acordo com o relatório oficial, Dowlatabadi teria coordenado um grupo de até 300 pessoas armadas com facas, resultando em confrontos que deixaram vários agentes de segurança mortos e causaram danos significativos a comércios, bancos e a uma base da milícia Basij.
Após revisão judicial dos processos, os três foram condenados por crimes que incluem atentados contra a segurança nacional, incitação à violência, destruição de patrimônio público, uso de coquetéis molotov e conspiração para cometer delitos contra o Estado.
A acusação também detalhou a participação dos suspeitos em saques e ataques à infraestrutura nacional. A execução foi feita por enforcamento.