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Deputada aciona órgão da OEA contra promulgação da Lei da Dosimetria

Documento aponta possível violação de direitos previstos em tratados internacionais assinados pelo Brasil.
Deputada aciona órgão da OEA contra promulgação da Lei da DosimetriaReprodução/Divulgação Redes Sociais

A deputada federal Luciene Cavalcante (Psol-SP) apresentou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), um pedido para impedir a promulgação da chamada lei da dosimetria, informou o portal Poder360 na sexta-feira (1º).

A solicitação foi protocolada na quinta-feira (30) e requer a concessão de medida cautelar para que o Estado brasileiro se abstenha de publicar a norma até a análise do mérito.

O documento também é assinado pelo deputado estadual Carlos Giannazi (Psol-SP) e pelo vereador Celso Giannazi.

Os autores afirmam que a promulgação pode violar dispositivos da Convenção Americana sobre Direitos Humanos e da Carta Democrática Interamericana. Segundo a representação, há risco de descumprimento de obrigações relacionadas à proteção de direitos e ao funcionamento das instituições democráticas.

A iniciativa ocorre após o Congresso Nacional derrubar, na mesma data, o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei 2.162 de 2023. Com a decisão, a etapa seguinte passou a depender de procedimentos formais do Legislativo.

A proposta altera critérios de aplicação de penas e, segundo os autores da denúncia, pode afetar a responsabilização por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Na manifestação enviada à CIDH, os parlamentares sustentam que a norma pode resultar na extinção de punibilidade em casos ligados aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília.

O texto afirma que a medida pode representar obstáculo à responsabilização de envolvidos e ao direito de recurso por parte da sociedade.