Chanceler de Cuba denuncia novas sanções dos EUA como 'repreensíveis' e alerta que não se deixarão intimidar

Bruno Rodríguez afirmou que as medidas coercitivas são "de natureza extraterritorial e violam a Carta das Nações Unidas".

O Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, descreveu as recentes sanções impostas pelos EUA ao seu país como "ilegais e abusivas". "Elas não nos intimidarão", alertou em mensagem nas redes sociais.

Ao mesmo tempo, ele se referiu à medida como "repreensível, mas curiosa e ridícula", e enfatizou que o anúncio ocorre em meio às comemorações do Dia do Trabalho — com mais de meio milhão de cubanos nas ruas — e poucos dias após o início de uma campanha cidadã para coletar assinaturas em defesa da pátria, que, segundo ele, está "sob ameaça militar".

O Ministro das Relações Exteriores explicou que os signatários — "6 milhões de cubanos" — também rejeitam e denunciam o "bloqueio intensificado" e o "embargo energético". Em outra mensagem, ele elogiou as marchas, que, em sua opinião, são uma resposta às sanções e constituem "uma nova demonstração de patriotismo e unidade revolucionária".

"Essas ações demonstram a intenção de impor, mais uma vez, punição coletiva ao povo cubano [...]. Elas são de natureza extraterritorial e violam a Carta das Nações Unidas [...]. Enquanto o governo dos EUA reprime seu próprio povo nas ruas, busca punir o nosso, que resiste heroicamente aos ataques do imperialismo estadunidense", diz outra de suas postagens, escrita em inglês.