'Devo me envergonhar por depositar cravos vermelhos?': Fico defende visita a Moscou no Dia da Vitória

O primeiro-ministro eslovaco afirmou que seguirá adiante e que, em nome de todos os eslovacos, agradecerá aos representantes do antigo Exército Vermelho.

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, respondeu às críticas sobre sua iminente viagem à Rússia para celebrar o 81º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista, reafirmando que não pretende cancelá-la.

"Devo me envergonhar de ir a Moscou e depositar cravos vermelhos no túmulo do soldado desconhecido do Exército Vermelho? Devo me envergonhar por isso?", indagou nesta sexta-feira, lembrando que 10 mil soldados soviéticos e romenos chegaram ao território da então Tchecoslováquia e a libertaram, mas também deixaram suas vidas ali.

Nesse contexto, recomendou que seus detratores visitem os cemitérios de Slavin, Zvolen, Michalovce, entre outros, e "observem as pequenas lápides", que mostram que "jovens de 17, 18 e 19 anos" deram a vida pela liberdade do país europeu. "E espera-se que nos envergonhemos por irmos depositar flores em homenagem àqueles que nos libertaram e nos proporcionaram 81 anos de paz e tranquilidade", destacou.

Fico afirmou que simplesmente seguirá adiante e, em nome de todos os eslovacos, agradecerá aos representantes do antigo Exército Vermelho.

A enorme contribuição da URSS para a vitória

Segundo dados oficiais, a União Soviética perdeu cerca de 27 milhões de pessoas, entre soldados e civis, durante a Grande Guerra Patriótica, entre 1941 e 1945. Essas perdas constituem uma das páginas mais trágicas da história mundial e refletem a contribuição decisiva da URSS para a vitória sobre a Alemanha nazista.

Durante a Segunda Guerra Mundial, países como Áustria, Albânia, Bélgica, Dinamarca, Grécia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Polônia, França, Tchecoslováquia e Iugoslávia estiveram sob o jugo do agressor fascista. Já Hungria e Romênia, aliadas da Alemanha nazista, assim como Bulgária e Finlândia, perderam sua independência.

No curso de ferrenhos confrontos contra as forças do regime de Hitler, a URSS conseguiu reverter o conflito a seu favor. A derrota das tropas nazistas foi um fator decisivo para o cumprimento da missão libertadora do Exército Vermelho: sob a influência de suas vitórias, os povos dos países ocupados pela Alemanha reforçaram sua resistência, mas apenas uma força militar poderosa pôde libertá-los do domínio nazista.

Assim, o Exército Vermelho libertou total ou parcialmente os territórios da então Romênia, Polônia, Bulgária, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Hungria, Áustria, Alemanha, Noruega e Dinamarca, entre outros países, onde viviam mais de 100 milhões de pessoas.