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China critica novas restrições dos EUA que prejudicam a estabilidade nas relações bilaterais

O Ministério do Comércio chinês enfatizou que as medidas propostas por Washington no setor de telecomunicações ameaçam "a estabilidade conquistada com muito esforço nas relações econômicas e comerciais" e prometeu responder.
China critica novas restrições dos EUA que prejudicam a estabilidade nas relações bilateraisAP / Andy Wong

O Ministério do Comércio da China criticou as novas medidas restritivas propostas pela Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) que afetam as empresas chinesas de telecomunicações e prometeu tomar contramedidas, segundo o Global Times.

Washington propõe proibir todos os laboratórios chineses de testarem dispositivos eletrônicos para uso nos EUA, o que prejudicaria os mecanismos de controle existentes, visto que aproximadamente 75% dos dispositivos eletrônicos americanos são atualmente testados na China. Além disso, as propostas proibiriam as operadoras de telecomunicações chinesas de operar data centers nos Estados Unidos e de colaborar com empresas na "lista de empresas sujeitas à lei" por motivos de segurança nacional.

Um porta-voz do ministério declarou na sexta-feira que os EUA têm imposto repetidamente "medidas restritivas sem qualquer fundamento", discriminando empresas de outros países, incluindo a China. "Essas medidas minam a estabilidade, arduamente conquistada, das relações econômicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos e contrariam o consenso alcançado pelos chefes de Estado de ambos os países", afirmou o porta-voz.

Além disso, segundo o porta-voz, a proposta poderia prejudicar a ordem econômica e comercial internacional, desestabilizar as cadeias de suprimentos e industriais globais nos setores de telecomunicações e eletrônica e impactar a "cooperação industrial global e a inovação tecnológica". "Se os EUA insistirem em seguir seu próprio caminho, a China tomará as medidas necessárias para salvaguardar firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas", enfatizou o porta-voz.