
Pesadelo dos EUA: Mísseis de busca por infravermelho iranianos

Os mísseis de busca por infravermelho, também conhecidos como buscadores de calor, do Exército iraniano estão se tornando um pesadelo para os Estados Unidos, informa The National Interest.
Esses equipamentos de baixo custo são fáceis de usar e altamente perigosos para as aeronaves americanas que voam a baixa altitude sobre território iraniano. De fato, os EUA perderam dezenas de aeronaves e drones não tripulados durante a operação Fúria Épica.
Como destaca o especialista em segurança nacional e tecnologia Harrison Kass, esses mísseis empregam mais de um tipo de orientação, o que reduz sua dependência de uma única tecnologia e dificulta que uma aeronave moderna os evite.

"Eles são especialmente interessantes porque sistemas como este têm sido usados com muita eficácia e proporcionaram uma vantagem assimétrica", afirma.
Por exemplo, Kass afirma que Teerã aplica engenharia reversa aos milhares de sistemas soviéticos e russos que possui, o que torna sua produção nacional independente de chips de computador avançados.
Esses mísseis funcionam com tecnologia de imagens infravermelhas, que detecta o contraste térmico entre o motor da aeronave inimiga e o ar circundante, relativamente frio. O buscador do míssil fixa-se na fonte infravermelha mais potente, que geralmente é o motor, e então a rastreia, ajustando continuamente sua trajetória.
Além disso, por não emitirem radiação de radar, é difícil que um piloto os detecte a tempo, enquanto que, com sua espoleta de proximidade, eles podem causar danos significativos sem sequer se aproximar o suficiente do inimigo.
Além disso, com esses sistemas, é possível empregar táticas de emboscada com grande eficácia, atacando de posições ocultas e de maneira simultânea, o que pode saturar as defesas do inimigo.
