O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou nesta sexta-feira (1) que a guerra dos Estados Unidos contra seu país, enquadrada na operação Fúria Épica, possa ser justificada como um ato de autodefesa com base no direito internacional.
"Autodefesa contra o quê? Houve algum ataque armado do Irã que justificasse a autodefesa? Definitivamente não!", escreveu Baghaei no X. "Portanto, isso não foi de forma alguma autodefesa, foi um ato de agressão contra a nação iraniana", acrescentou.
Sua mensagem ocorre após a publicação por Washington de um memorando que apresenta o conflito como um exercício de defesa própria e coletiva. O assessor jurídico do Departamento de Estado, Reed Rubinstein, sustentou que "Fúria Épica é apenas a última rodada de um conflito armado internacional em curso com o Irã" e que os EUA agem "a pedido e em defesa coletiva" de Israel, bem como no exercício de seu próprio "direito inerente de autodefesa".