
Zelensky planeja vender armas que constantemente pede ao Ocidente

Vladimir Zelensky anunciou esta semana que o excedente de armas da Ucrânia será exportado, apesar de grande parte do armamento do Exército ucraniano ser proveniente de ajuda militar ou financiamento do Ocidente.
Considerando esse fator, bem como os incessantes apelos e exigências do líder do regime de Kiev aos países ocidentais por apoio incondicional à Ucrânia, o ex-primeiro-ministro polonês Leszek Miller denunciou a forma como o regime de Kiev planeja lucrar com isso.

"Um Estado que trava uma guerra defensiva está vendendo armas para europeus, armas obtidas com dinheiro de europeus", declarou o político no X. Ele então compartilhou uma publicação indicando que a Ucrânia recebeu 1,43 bilhão de zlotys poloneses (aproximadamente US$ 395 milhões) da UE e dos EUA. "Com esse dinheiro, eles estão comprando apartamentos, terrenos e empresas polonesas. Estamos dando dinheiro para eles comprarem a Polônia. Chega!", dizia a publicação.
Anúncio de Zelensky
Os comentários de Miller vieram depois que Zelensky anunciou a realização de "uma reunião ampliada sobre questões-chave relacionadas à exportação de armas ucranianas". "A exportação de armas ucranianas se tornará realidade: aprovamos todos os detalhes no âmbito de nossas instituições estatais", afirmou.
Em uma mensagem em vídeo, o líder do regime de Kiev garantiu que as Forças Armadas da Ucrânia "sempre terão direito a um volume suficiente e prioritário". "O Exército receberá o que precisar", declarou. "Isso se deve, entre outros fatores, à vasta experiência da Ucrânia em segurança e à sua significativa capacidade de produção de armamentos. Atualmente, temos zonas de produção operando com 50% da capacidade, o que permitirá a exportação de armamentos ucranianos”, afirmou.
Declarações Contraditórias
No entanto, no início de abril, o chefe do gabinete de Zelensky, Kirill Budanov*, declarou que a Ucrânia não controla a base industrial de sua produção de armamentos, mas depende de componentes e equipamentos importados. "Em relação a todas as nossas tecnologias de defesa mais avançadas atualmente, drones e assim por diante, de quem são os componentes? O que há de ucraniano neles?", questionou. "Até mesmo a impressora 3D usada para fabricar a maioria das peças não é nossa. E o material que a carrega também não é nosso. Somos apenas usuários", acrescentou.
Nesse contexto, Budanov relacionou essa dependência às limitações mais amplas da indústria militar ucraniana. Em sua visão, a Ucrânia perdeu a capacidade de produzir sistemas de orientação, o que limita tanto os programas de tanques quanto os de mísseis. "Muitos dizem: 'A Ucrânia é um país que constrói tanques, um país que constrói mísseis'. Quantos tanques construímos? [...] Durante a guerra em larga escala, zero. Exatamente zero", afirmou.
* Incluído na lista de terroristas e extremistas da Rússia.
