O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, zombou nesta quinta-feira (30) da pressão exercida por Washington, afirmando que a extensão das fronteiras da República Islâmica torna praticamente impossível impor um bloqueio total.
O alto funcionário observou em uma publicação no X que, se os EUA "construírem dois muros, um de Nova York até a costa oeste e outro de Los Angeles até a costa leste, a extensão total será de 7.755 quilômetros, o que ainda é cerca de 1.000 quilômetros a menos do que a extensão total das fronteiras do Irã".
"Boa sorte ao tentar bloquear um país com essas fronteiras", afirmou Ghalibaf, ao ironizar também sobre o sistema anglo-saxão de unidades de medida de distâncias, lembrando ao chefe do Pentágono, Pete Hegseth, que 1 quilômetro equivale a 0,62 milhas.
As declarações ocorreram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, lançou na quarta-feira (29) um ultimato à nação persa, afirmando que tem a intenção de manter o bloqueio naval sobre o Irã até que Teerã aceite um acordo que atenda às preocupações da Casa Branca em relação ao seu programa nuclear. Além disso, o presidente rejeitou a proposta iraniana de primeiro suspender o bloqueio naval e reabrir o Estreito de Ormuz antes de retomar as negociações nucleares.
- Em 21 de abril, Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, estabelecido em 7 de abril. Ele explicou que a decisão se devia ao fato de que, supostamente, o governo iraniano estaria "gravemente dividido" e de que o Paquistão havia solicitado a Washington que suspendesse seus ataques contra a República Islâmica "até que seus líderes e representantes pudessem apresentar uma proposta unificada".
- Ele também informou que havia ordenado às Forças Armadas que mantivessem o bloqueio naval no Estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.
- Em 18 de abril, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do Estreito de Ormuz será considerado cooperação com o inimigo e o navio infrator será atacado", ressaltou a entidade.