Premiê da Espanha acusa Israel de violar direito internacional após interceptação de flotilha

Pedro Sánchez instou a União Europeia a suspender imediatamente o acordo de associação com Tel Aviv.

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, voltou a acusar Israel de "violar a legalidade internacional ao atacar uma flotilha civil" que se dirigia a Gaza com ajuda humanitária, "em águas que não lhe pertencem".

Em publicação na rede social X, o político socialista advertiu que seu governo "está fazendo tudo o necessário para proteger e assistir os espanhóis detidos".

Além disso, instou a União Europeia a suspender imediatamente o acordo de associação com Tel Aviv e a exigir do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o cumprimento do previsto na legislação europeia sobre os mares.

Entenda:

A Flotilha Global Sumud, que seguia em direção a Gaza com suprimentos, foi interceptada por forças de Israel em águas internacionais nesta quinta-feira (30).

Imagens divulgadas mostram militares israelenses abordando a embarcação, enquanto a tripulação aparece com coletes e mãos levantadas.

Entre os ativistas detidos, estavam quatro brasileiros.

A organização classificou a ação como pirataria e captura de pessoas, afirmando que Israel atua "com total impunidade, muito além de suas próprias fronteiras".

Em outubro do ano passado, militares israelenses interceptaram uma flotilha da mesma organização e detiveram mais de 450 participantes, entre eles a ativista sueca Greta Thunberg e Thiago Ávila.